(escrito em 22 de setembro de 2011)
Os criticos que me perdoem, mas, Amy Winehouse, caso estivesse assistindo a própria morte, diria que foi algo condescendente à ela mesma.
Quero dizer, Amy sempre dona de um estilo diferenciado, nunca ligou para sua imagem. Fazia shows visivelmente embriagada. E não negava o vicio nas drogas e nas bebidas.
Ela queria ser uma estrela, e conseguiu. Queria atingir a fama sendo ela mesma, e conseguiu novamente.
O fato de uma população, em plena democracia, discriminar os usuários de drogas é incoerente.
Para quem não sabe democracia não é só pleno direito ao voto. É também direito de expressão livre, de opinião. É a era do livre-arbítrio decidir o que é ou não certo para nos mesmos. Coisa que a Anvisa, por falta de professores talves, ainda não compreenderam.
Desculpe a inclusão da politica nesse texto de despedida a Amy, me empolguei.
Só quero que fique claro, que foi uma escolha dela mesma morrer. Ela, como todos os usuarios de drogas e afins, sabia dos efeitos colaterais do uso. Acredito até que, dramática como era, escolheu a idade exata para morrer, coincidindo-na com artistas como Kurt Cobain, Jimmy Hendrix, Jim Morrison, Janis Joplin, Robert Johnson, Peter Ham, Kristen Ptaff, Brian Jones. Mas essa é apenas uma objeção minha.
Amy Winehouse teve uma entrada magestosa no mundo da música e saiu dele como uma diva. Uma, diria ela mesma, saída triunfal.
Lista de Desejados
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Mil e um dramas.
A vida é como uma turbulenta correnteza, nunca se sabe quando vamos nos afogar ou chegar à nascente tranquila. Há sempre um desafio em todos nós, em cada passo, em cada gesto e em cada olhar.
Motivados por diversas emoções, nós, os predadores humanos, fazemos o impossível acontecer, e não é para menos que somos o topo da cadeia alimentar.
Podemos acabar com a água, mas sabemos como não esgotá-la. Podemos até comer todos os nutrientes necessários para a vida humana na Terra e, por incrível que pareça, saberíamos relevar por mais alguns séculos.
Somos humanos e desumanos, violentos e pacifistas, há tantas contradições.
Temos uma espécime de ‘alma’ que nos orienta e torna racionais, que nos ajuda a pensar e entender, e, que ao mesmo tempo, não sabemos de onde vem nem porquê existe.
Sabemos, que somos todos farinha do mesmo saco. Nos deixamos levar pelas emoções por mais incompatível que seja com a veemente razão.
Emoções turbulentas essas que nos guiam na correnteza…
Mas talvez a vida seja isso…
Um grande espetáculo. As vezes uma comédia, outras vezes um terror; no meu caso a maioria das vezes tudo se torna um belo drama. Sabe aqueles dramas estilo Romeu e Julieta? É tudo muito lindo mas como todo espetáculo dura pouco.
No fim do show, como todo artista você acaba indo embora. E quem continua dentro do teatro trancafiado sou eu, sempre eu. Sou o ultimo a fechar as portas e começar um novo espetáculo, sabe quando você conhece algo tão bom que todas as outras coisas não importa o quão boas elas sejam, nunca vão ser boas o suficiente? Então….
Uma hora você acaba cansando de idas e vindas, coisas inacabadas, lembranças ruins, magoas que nunca passam… e o tempo que prometeu levar tudo de ruim? Esse parece nunca aparecer. Mesmo sem querer você acaba fechando as portas do velho teatro, e talvez agora ninguém mais consiga abri-lo. Nunca mais.
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