(escrito em 22 de setembro de 2011)
Os criticos que me perdoem, mas, Amy Winehouse, caso estivesse assistindo a própria morte, diria que foi algo condescendente à ela mesma.
Quero dizer, Amy sempre dona de um estilo diferenciado, nunca ligou para sua imagem. Fazia shows visivelmente embriagada. E não negava o vicio nas drogas e nas bebidas.
Ela queria ser uma estrela, e conseguiu. Queria atingir a fama sendo ela mesma, e conseguiu novamente.
O fato de uma população, em plena democracia, discriminar os usuários de drogas é incoerente.
Para quem não sabe democracia não é só pleno direito ao voto. É também direito de expressão livre, de opinião. É a era do livre-arbítrio decidir o que é ou não certo para nos mesmos. Coisa que a Anvisa, por falta de professores talves, ainda não compreenderam.
Desculpe a inclusão da politica nesse texto de despedida a Amy, me empolguei.
Só quero que fique claro, que foi uma escolha dela mesma morrer. Ela, como todos os usuarios de drogas e afins, sabia dos efeitos colaterais do uso. Acredito até que, dramática como era, escolheu a idade exata para morrer, coincidindo-na com artistas como Kurt Cobain, Jimmy Hendrix, Jim Morrison, Janis Joplin, Robert Johnson, Peter Ham, Kristen Ptaff, Brian Jones. Mas essa é apenas uma objeção minha.
Amy Winehouse teve uma entrada magestosa no mundo da música e saiu dele como uma diva. Uma, diria ela mesma, saída triunfal.
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